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Clonagem de celulares

Você é um saudosista? Lembra de quando era possível passear pelas grandes cidades sem se preocupar com seqüestro relâmpago - eu não tenho este problema por motivos óbvios – nem com arrastão? Aliás, arrastão, antigamente, era só uma grande rede de pesca.

Naquela época era um muito bom passear de bicicleta sem se preocupar em observar quem está vindo de encontro. A gente nem corria da sombra! É, bom tempos... Talvez este clima amistoso tenha sido um dos motivos dos protocolos dos telefones celulares, no início, nem se preocuparem com a clonagem. Mas outro fator, certamente, contribuiu significativamente para isso: as limitações tecnológicas.

Hoje o panorama mudou bastante. Existem quadrilhas especializadas em clonagem de celulares, com aparato tecnológico de fazer inveja a muito detetive. E, quanto mais se investe em tecnologia de segurança de dados, mais se investe na busca de soluções para quebrar esta segurança.

Especificamente na telefonia celular, muito se ouve falar de clonagem. Mas, o que isso realmente tem de verdade ou de fantasia? Até quando os sistemas são seguros? Será que o GSM é mesmo tão seguro quanto falam? Mas, se o CDMA é ainda mais atual, por que dizem que ele tem vulnerabilidade? Será que dizem verdade ou é só uma “jogada” para acabar este sistema? Estas e outras perguntas serão respondidas nesse artigo, que explicará os princípios da clonagem e como se defender dela.

Os clones são um grande problema para as operadoras de telefonia e também para os usuários. Para as empresas de telefonia, o prejuízo é duplo, pois além da perda de receita há a insatisfação com o cliente. Para o usuário então, nem se fala... Quase sempre é grande o aborrecimento até que a situação seja regularizada.

Mas, o que é um clone de um telefone celular exatamente? Sabemos que um aparelho telefônico é identificado primariamente pelo número de lista que está gravado nele (ex.: 21 5555-5555) e pelo número de série. O número de lista foi inserido através do teclado do aparelho quando o mesmo foi habilitado. Em contrapartida, o número de série foi inserido por ocasião da fabricação e, a princípio, nunca será alterado.

Bem, se você conseguir um outro aparelho que possua o mesmo número de lista e o mesmo número de série, você tem um clone. Não precisa nem ser do mesmo fabricante, basta conter estes mesmos dados. Mas há que se pensar em duas coisas para criar este clone:

1.      Conseguir a senha para mudar o número de lista de um aparelho telefônico celular é fácil, mas como fazer para mudar o número de série, já que este foi gravado na fabricação?

2.      Como descobrir uma combinação de número de lista e número de série de um aparelho que esteja habilitado e funcionando?

Existem várias maneiras de fazer ambas as atividades. Estaremos vendo isto na próxima semana. Até lá.